Mudar de casa cria dois problemas ligados: libertar o valor da casa atual e garantir a próxima. A melhor ordem depende da capacidade financeira, da facilidade de venda, da urgência da mudança e do risco que consegue suportar.
Três caminhos
Escolha a sequência antes de assinar contratos
- 01Vender primeiro
Dá maior certeza sobre o capital disponível e reduz o risco de suportar duas casas, mas pode exigir alojamento temporário ou um prazo de entrega negociado.
- 02Comprar primeiro
Facilita a mudança, mas exige capacidade para financiar e manter as duas operações até à venda. Deve existir uma margem caso a casa atual demore ou venda por menos.
- 03Coordenar os dois negócios
Pode aproximar escrituras e usar o produto da venda na compra, mas aumenta a dependência entre compradores, vendedores, bancos e prazos contratuais.
Orçamento
Calcule o capital líquido, não apenas o preço anunciado
Ao preço provável de venda subtraia capital em dívida, custos da transação, impostos estimados, mediação se aplicável, mudanças e obras. Só depois defina a entrada e o orçamento da nova casa.
Se precisar de novo crédito, peça uma avaliação de solvabilidade antes de assumir compromissos. O banco terá em conta rendimentos, despesas, outros créditos e capacidade para suportar o contrato.
Fiscalidade e contratos
Prazos de reinvestimento e cláusulas devem ser confirmados
A exclusão de tributação de mais-valias por reinvestimento depende de condições relativas à habitação própria e permanente, valores, datas e afetação da nova casa. Confirme o regime aplicável antes de decidir a sequência.
Nos contratos-promessa, explique a dependência entre negócios e obtenha aconselhamento sobre condições, prazos e consequências de atraso. Uma cadeia só é segura quando todos compreendem o que depende de quê.
Fontes verificadas
Informação oficial para confirmar
Conteúdo informativo, revisto com fontes oficiais disponíveis em 26 de agosto de 2026. Não substitui aconselhamento jurídico, fiscal, financeiro ou técnico adaptado ao caso concreto.